Contato: Comunidade do Caminho

Somos uma comunidade itinerante no chão desta vida. Vamos caminhar juntos.

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Dois ou três reunidos em nome de Jesus em qualquer lugar é uma igreja. Participe!

Nossos Mentores

A mentoria oferece suporte, apoio, e orientação, aos que se encontram como igreja.

No Divã de Deus

Confia no Senhor e faze o bem. Descansa no Senhor e espera nele.

Mensagens do Pr. Antonio Francisco

"A fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo". Ouça áudios breves.

A Comunidade que você procura

Não estamos começando nada novo, estamos apenas de novo anunciando o evangelho.

Histórias do Evangelho

O Evangelho é a mensagem da vida e dos ensinos de Jesus. Nada se compara a isso.

A Vida Extraordinária

Jesus Cristo nos oferece a vida que nos transporta do ordinário para o extraordinário.

Como ser discípulo de Jesus

Você é apenas um ser natural e emotivo, ou uma pessoa espiritual vinculada a Jesus?

TALMIDIM - Reflexões Diárias

TALMIDIM era o nome dado aos meninos judeus que se destacavam no estudo da Lei.

Perguntas e Respostas

O que é igreja, dízimo, sexo, batismo, ceia do Senhor, unção, campanhas, casamento?

Implicações da ceia do Senhor / eucaristia

Quais as implicações da ceia do Senhor em nossas vidas? Quem pode participar?

Caio Fábio

O Evangelho é bem mais que uma história-informação; ele é uma consciência de vida.

Ed René Kivitz

Ed René Kivitz é um teólogo e pastor experiente com vasto conhecimento da Bíblia.

Sabedoria para minha filha Design de Interiores

Abigail, minha filha querida, parabéns pelo seu curso de Design de Interiores.

Café com Graça

Venha participar de um encontro amigo aberto a quem quiser chegar.

Velhice

"O justo florescerá. Na velhice darão ainda frutos, serão cheios de seiva e de verdor".

22/04/2014

O Caminho do Discípulo - 01


"Você quer, realmente, andar no Caminho do discípulo? Quer aprender a não se tornar uma pessoa que dependa do que os outros pensam de você? Quer ser uma pessoa que não seja tão vulnerável às energias negativas de terceiros? Quer ser uma pessoa em quem somente a consciência do Evangelho defina o seu passo? Quer se tornar uma pessoa que continue intacta na sua mente, mesmo que a pessoa que você mais admire no Evangelho fracasse, sucumba?

Essa é a diferença entre meninos e homens, entre o homem natural e o homem espiritual, entre o homem carnal e o homem maduro em Cristo".

Antonio Francisco - Cuiabá, 22 de abril de 2014 - Voltar para O Caminho do Discípulo.

19/04/2014

Jesus e os ladrões na cruz


"Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém, o outro, repreendeu-o, dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo..."

Antonio Francisco - Cuiabá, 19 de abril de 2014 - Voltar para Caio Fábio.

12/03/2014

Deus é meu advogado contra Deus


Então, respondeu Jó: Tenho ouvido muitas coisas como estas; todos vós sois consoladores molestos. Porventura, não terão fim essas palavras de vento? Ou que é que te instiga para responderes assim? Eu também poderia falar como vós falais; se a vossa alma estivesse em lugar da minha, eu poderia dirigir-vos um montão de palavras e menear contra vós outros a minha cabeça; poderia fortalecer-vos com as minhas palavras, e a compaixão dos meus lábios abrandaria a vossa dor.

Antonio Francisco - Cuiabá, 12 de março de 2014 - Voltar para Caio Fábio.

03/03/2014

No Divã de Deus - Episódio 5


Davi guardou estas palavras, considerando-as consigo mesmo, e teve muito medo de Aquis, rei de Gate. Pelo que se contrafez diante deles, em cujas mãos se fingia doido, esgravatava nos postigos das portas e deixava correr saliva pela barba. Então, disse Aquis aos seus servos: Bem vedes que este homem está louco; por que mo trouxestes a mim? Faltam-me a mim doidos, para que trouxésseis este para fazer doidices diante de mim? Há de entrar este na minha casa? (1Sm 21).

Antonio Francisco - Cuiabá, 3 de março de 2014 - Voltar para No Divã de Deus.

02/03/2014

No Divã de Deus - Episódio 4


Ó Deus, salva-me, pelo teu nome, e faze-me justiça, pelo teu poder. Escuta, ó Deus, a minha oração, dá ouvidos às palavras da minha boca. Pois contra mim se levantam os insolentes, e os violentos procuram tirar-me a vida; não têm Deus diante de si. Eis que Deus é o meu ajudador, o SENHOR é quem me sustenta a vida. Ele retribuirá o mal aos meus opressores; por tua fidelidade dá cabo deles. Oferecer-te-ei voluntariamente sacrifícios; louvarei o teu nome,

Antonio Francisco - Cuiabá, 2 de março de 2014 - Voltar para No Divã de Deus.

01/03/2014

Entre a transfiguração e a possessão

Se pudesse acrescentar mais uma bem-aventurança na lista de Jesus, eu diria: “Bem-aventurados os equilibrados, porque deles é a vida saudável”. Jesus viveu esse equilíbrio e o povo reconheceu isso: “Tudo ele tem feito esplendidamente bem”. Isso é equilíbrio no modo de viver. A Bíblia diz que “melhor é o longânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade”. Em outras palavras, esse é o fruto do Espírito Santo em nós: domínio próprio.

O equilíbrio esteve ausente em muitas ocasiões na vida dos discípulos de Jesus. Eles discutiam sobre qual deles era o maior, repreendiam os pais que traziam seus filhos para que Jesus os abençoasse, queriam pedir a Deus fogo do céu para destruir uma aldeia de samaritanos que não quis hospedar Jesus, proibiram um homem de expulsar demônios em nome de Jesus porque o homem não queria andar com eles, faziam juramentos precipitados, entre tantas outras demonstrações de falta de naturalidade, o que era tão visível na vida de Jesus.

Quando Jesus desceu do monte da transfiguração com Pedro, Tiago e João, esse equilíbrio foi requerido: “E, descendo eles do monte, ordenou-lhes Jesus: A ninguém conteis a visão, até que o Filho do Homem ressuscite dentre os mortos”. Essa ordem de Jesus era tudo o que os discípulos não queriam ouvir depois daquela noite única, diferenciada e cheia de glória no monte. Eles queriam chegar lá em baixo e contar tudo detalhadamente para os outros apóstolos. Mas Jesus lhes disse para ficarem calados sobre a visão. Como isso é tão diferente do que acontece hoje quando as pessoas fazem turnê pelo país para contar sonhos e coisas sem expressão. Anunciar o Evangelho não é o mesmo que anunciar nossas experiências.

Por que Jesus pediu que eles não divulgassem as coisas que tinham visto? Não sabemos exatamente a razão, exceto pelo motivo apresentado junto com a ordem, “ate que o Filho do Homem ressuscite dentre os mortos”. Alguns dias ou semanas eles teriam que aguardar antes de compartilharem a experiência no monte. Mais de uma vez Jesus falou que certas coisas não devem ser contadas até que a ocasião seja oportuna. Mas, cabe perceber aqui um princípio espiritual excelente. A única maneira de manter a glória de Deus dentro de nós é não divulgá-la como virtude ou mérito próprio. Ninguém precisa saber de minha intimidade com Deus a não ser que ele queira que eu fale para outros, caso contrário, devo me manter calado quanto a isso. E, quando o tempo de falar chegar, que a notícia seja para todos, como foi o anúncio da ressurreição de Jesus: "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura".

O reino de Deus está dentro de nós, e é impossível esconder as evidências dessa realidade viva. Jesus disse: “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva”. Isso ele disse com respeito ao Espírito Santo que produz o seu fruto de amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio, na vida de todo aquele que se deixa guiar por ele. A transfiguração ilustra a glória de Deus que se mantém na vida do discípulo de Jesus. “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós. Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos; levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo. Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal”. A glória da transfiguração não depende da impressão da multidão.

Os discípulos não questionaram a ordem de Jesus de não falarem da visão, mas perguntaram sobre a profecia que falava da vinda de Elias. Jesus confirmou a profecia dizendo: “De fato, Elias virá e restaurará todas as coisas. Eu, porém, vos declaro que Elias já veio, e não o reconheceram; antes, fizeram com ele tudo quanto quiseram. Assim também o Filho do Homem há de padecer nas mãos deles. Então, os discípulos entenderam que lhes falara a respeito de João Batista”. A palavra sobre Elias se refere a João Batista devido à semelhança de ministérios entre eles. Jesus disse que João restaurou todas as coisas, mas não o reconheceram e fizeram com ele tudo o que quiseram, assim como aconteceu com ele (Jesus) que veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Não ter aceitação popular não desqualifica o discípulo.

A profecia de Isaías dizia: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do SENHOR; endireitai no ermo vereda a nosso Deus. Todo vale será aterrado, e nivelados, todos os montes e outeiros; o que é tortuoso será retificado, e os lugares escabrosos, aplanados. A glória do SENHOR se manifestará, e toda a carne a verá, pois a boca do SENHOR o disse”. Mas, o que João endireitou, que vales ele aterrou e que montes ele nivelou? O que tortuoso ele retificou e que lugares escabrosos ele aplanou? João parece ter passado em branco aos olhos dos homens, mas a glória estava dentro dele como uma lâmpada que ardia e alumiava.

É assim que a glória da transfiguração se mantém dentro do discípulo. Ele não se preocupa com as impressões humanas e não depende do que pensam dele, desde que cumpra o ministério que Deus lhe deu e muitos não reconhecem isso, mas Deus vê como Jesus reconheceu João Batista. Ele não fez nenhum sinal, porém tudo quanto disse a respeito de Jesus era verdade. Desse modo os discípulos fiéis cumprem a vontade de Deus, mesmo que os homens não os reconheçam: “como desconhecidos e, entretanto, bem conhecidos; como se estivéssemos morrendo e, contudo, eis que vivemos; como castigados, porém não mortos; entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo”. O discípulo precisa apenas ser sal da terra e luz do mundo. Isso basta.

Quando chegaram para junto da multidão, Jesus, Pedro, Tiago e João, depois de descerem do monte da transfiguração, encontraram os outros discípulos sendo questionados pelos escribas e impotentes diante de um pai desesperado que pedia pela cura de seu filho possesso de um demônio que o atormentava. Jesus censurou os escribas e lamentou a incredulidade dos seus discípulos. Depois de expulsar o demônio do menino os discípulos quiseram saber por que não puderam expulsar o demônio. Jesus disse que foi pela falta de fé deles. Quando disse que aquela casta não é expelida senão por meio de oração e jejum, ele falava mais dos discípulos do que do demônio. Eles precisavam se quebrantar e não depender de fórmulas ou acharem que pelo fato de andarem com Jesus os demônios lhes atendia mecanicamente sem fé.

Entre a transfiguração no alto do monte e a possessão do menino no vale o discípulo precisa aprender que andar com Jesus implica saber conviver com a glória e a impotência, que a transfiguração está dentro de nós e não depende de holofotes humanos para ser autenticada, que o seguidor de Jesus não deve perder tempo com discussões religiosas nem cair nas ciladas do diabo que sempre querem tirar o foco da vida interior no espírito. O discípulo vive entre a glória interior e a dor de quem não conhece ainda a vida com Deus. Por isso, ele precisa viver pela fé no equilíbrio que o Evangelho apresenta. A glória da transfiguração deve continuar em mim, para que no vale eu possa sem exibição amar e ajudar quem precisa de libertação.

Antonio Francisco - Cuiabá, 1 de março de 2014 – Voltar para Como ser discípulo de Jesus.